Maio de 2026. O planeta já está +1,43 °C acima do nível pré-industrial. Essa linha vermelha é o presente — e ela vai te acompanhar por toda a fita, do começo ao fim.
À esquerda dela, tudo é medido. À direita, tudo é projeção.
Em 2000 a Amazônia tinha perdido ~13% da floresta; hoje, ~17,5% (bioma pan-amazônico). O aquecimento subiu junto, e o CO₂ chegou a 422,8 ppm.
As curvas sólidas recuam mostrando o caminho até aqui. A série anual é interpolação entre âncoras reais (PRODES/INPE + MapBiomas), não medição ano a ano.
A curva do aquecimento se quebra em três: de 0,18 para 0,26 e agora 0,27 °C por década. O motor físico — o desequilíbrio de energia da Terra — mais que dobrou (0,40 → 1,04 W/m²).
DOI 10.5194/essd-18-3889-2026 ↗A +1,5 °C, pontos de inflexão acendem: corais, Groenlândia, permafrost. E uma rede frágil se desenha — Amazônia → monção → Nordeste — onde um elo puxa o outro.
A AMOC aparece marcada como disputada: não fingimos consenso.
DOI 10.1126/science.abn7950 ↗Do ponto de hoje, três leques tracejados divergem: conservador (0,18), ritmo recente (0,27) e com aceleração. Ao mesmo tempo, o limiar composto da floresta desce — quanto mais quente e seca, mais cedo.
Onde o desmatamento encontra o limiar, marca-se o colapso projetado.
DOI 10.1038/s41586-026-10456-0 ↗Os leques tracejados são respostas a escolhas. Na próxima onda, esta mesma cena recebe os controles — e você remodela a trajetória com as próprias mãos.